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Novos pontos de vista sobre Campo Formoso,
escritos por campo-formosenses

Garimpo da vida

Por Maria Eduarda Ciríaco Fernandes dos Santos

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“Minha pequena esmeralda.

O que há de te dizer? Você com mãozinhas tão miúdas, com meu cabelo, e os olhos de sua mãe.

Quando você veio ao mundo, você chorou, e despedaçou meu coração. Mas ele se refez com todo o meu amor.

Minha vida inteira eu lidei com pedras ásperas e rochas pesadas. Minhas mãos estarão para sempre marcadas com calos e cicatrizes do meu trabalho duro, mas elas são tão cuidadosas quando eu te seguro no meu colo.

Quando você sorri, eu me desfaço, e eu achava que era tão durão.

De hoje em diante, meus dias serão dedicados a você. Eu vou te ensinar a falar, a andar, a apreciar a vida e todas as belezas que ela tem de oferecer.

 

Eu penso em você quando as folhas das árvores balançam com o vento noturno.

Eu penso em você quando a grama reflete a luz do sol da manhã.

Eu penso em você com cada esmeralda, enfileirada, polida e brilhante, quando as pessoas elogiam as cores vibrantes delas, mas elas parecem opacas comparadas ao verde dos seus olhos.

Minha doce menina, Orgulho não é a única palavra que eu procuro. Tem tantas outras emoções dentro de mim agora.

 

Você irá crescer com nossa jovem comunidade. Essa cidade, essas ruas, elas guardam um pedaço de mim e elas te guiarão para um futuro próspero em breve.

Nesse garimpo da vida e na procura de um propósito, você é a coisa mais preciosa que eu já encontrei. Se eu pudesse apenas te agarrar em meus braços ‘pro’ resto da vida! Eu sei que uma hora ou outra, eu vou soltar a sua mão pela última vez, quando você estiver pronta para esculpir seu próprio caminho.

 

Mas por agora, minha pequena esmeralda, eu mal posso esperar para ser recebido pelos seus olhos verdes pela manhã.”

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